quinta-feira, 3 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Outubro Rosa
LANÇAMENTO DO OUTUBRO ROSA NO SENADO
Senadora Ana Amelia e Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, durante o lançamento oficial do Outubro Rosa, agradece Instituto Oncoguia pela iniciativa do PL da Quimio Oral. E disse que fará todo esforço para que o PL seja aprovado ainda em Outubro.
A
notícia veiculada ontem nas redes sociais informa o lançamento oficial do
Outubro Rosa.
Você
que acompanha esse blog já se acostumou a ver por aqui as informações sobre o
trabalho da ABRALE e do Instituto Oncoguia. Hoje porém, eu te convido a ficar
de olho vivo. Não, não estou propondo nenhum patrulhamento com o Oncoguia. O foco
de hoje são os nossos “queridos” políticos.
Olho
vivo. É essa a mais pura expressão do meu sentimento nesse momento, quando a
classe política se propõe a concluir votação do Projeto de Lei da Quimioterapia
Oral ainda este mês. Vamos ficar atentos. Esse é um assunto importante demais
prá todos nós brasileiros preocupados com a situação da saúde no Brasil.
Portanto, “OLHO VIVO”.
(Torço
prá estar enganada)
sábado, 28 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Vencendo o alemão com amor
Minha mãe, ah! Minha mãe... 92 anos e 5 meses.
Já presentes os sinais da idade avançada, a memória
bastante comprometida. Os filhos dos filhos de sobrinhos ela já tem dificuldade
de lembrar, às vezes lembra, às vezes diz “Fulano, quem é mesmo?” ou então
“Fulano é filho de quem?”.
A noção de tempo começa a ficar confusa, às vezes pede
para que eu a leve na “Vila” porque ela quer visitar as amigas dela, de quando
ela devia ter por volta de 30 anos. Explico para ela que as amigas não devem
morar mais lá, que pela idade delas talvez já tenham até falecido, ela então
fala ”Mas se elas já morreram, a mãe delas, o pai delas ainda deve morar lá”. A
lógica inexiste.
Algumas características ela não perdeu: a teimosia, a
dominação, mas também a meiguice, o carinho, o ser prestativa e principalmente
a vaidade, é demais vaidosa. Pedir para que coloque a fralda é gastar saliva a
toa “Imagina, há quanto tempo eu não uso isto. Porque tenho que usar de novo?”
“Pra que usar fraldas, eu não sou criança”. Só que se ela não usar a fralda
para dormir é sinal de problema na manhã seguinte. Mas para ela está tudo bem,
quando lhe mostramos que a fralda está molhada e por este motivo ela tem que
usar todas as noites, ela fala: ”Meu Deus, como isto foi acontecer, nunca
aconteceu antes, que horror”.
Como ela é muito vaidosa e às vezes tenta esconder os
imprevistos que acontecem, achei que se eu falasse Modess em lugar de fralda
talvez ela aceitasse melhor. Dito e feito, todas as noites falo para ela (e se
ela está na casa dela, telefono e falo): “Mãe, coloca o Modess quando for
dormir, porque quando a gente vai ficando mais velha às vezes não percebe que
quer ir ao banheiro fazer xixi...” ou então “Mãe, a Sra. Já colocou o Modess,
eu vou colocar o meu”. Falando assim ela coloca a fralda sem o menor problema.
Todas as noites aqui em casa ela pede para que eu
telefone para meu irmão porque ele está sozinho, porque não gosta de dormir
sozinho, porque fica com pena de deixá-lo sozinho e que é para eu falar para
ele vir dormir na minha casa. Ela acaba de falar eu respondo, explico, digo que
ele está com a mulher dele, mas como ela esquece em seguida, pergunta de novo,
de novo, de novo... A mesma coisa acontece quando ela está na casa dela com meu
irmão “Cadê sua irmã?” “Telefona para sua irmã” “Sua irmã está sozinha, fala
para ela vir morar aqui comigo”. Da mesma forma esquece quando meu irmão
responde e pergunta tudo de novo, e de novo...
Mas ela ainda quer fazer as coisas, me ensinar como
cozinhar, cuidar das plantas, fazer crochê – mesmo que os pontos quase nunca se
encontrem, quando o biquinho do pano de prato fica com vários pontos
diferentes, fica lindo, maravilhoso o crochê que ela faz.
Meu irmão e eu dividimos os cuidados para com ela, que
fica alguns dias aqui em casa e alguns dias com meu irmão na casa dela. Hoje me
emocionei com ela quando a levei de volta para a casa dela. Ao me despedir dela
para voltar para a minha casa, nos beijamos e ela disse: “Filha, desculpe
alguma coisa e obrigada por tudo”.
Meu Deus... desculpar o que, por que, do que? Obrigada
por quê? Eu só tenho que agradecer por tudo que ela e meu pai fizeram por nós:
pelas noites não dormidas; pelos cuidados quando estivemos doentes; pelas horas
extras de trabalho e pelos bolos, docinhos e salgadinhos feitos para poderem
nos propiciar estudos em Escolas melhores (Hoje um Engenheiro e uma Psicóloga);
pelo tempo dedicado a encaparmos, nós quatro juntos, o material escolar no início
do ano; pelo tempo que dedicavam a nos transmitir bons modos, boa conduta
moral. No tempo em que ir do bairro da Moóca para o bairro de Pinheiros era uma
viagem, tinha que pegar 2 conduções, atravessar Rua Direita, Viaduto do Chá, e
eles ainda tinham que, além de carregar as bolsas, nos carregar no colo, pois o
sono vinha e acabávamos pegando no sono dentro do ônibus. Mas este era o nosso
passeio dos finais de semana, viajarmos do bairro da Moóca para o bairro de
Pinheiros para passar o final de semana. Como a gente era feliz e com tão pouca
coisa.
Acho que eu é que tenho que pedir desculpas e dizer
obrigada.
Temos muito que aprender com os idosos. No meio do
esquecimento, da falta de memória, existe uma história de vida, uma história de
amor. Temos que aprender a ler este livro da vida, a respeitar todos os pontos,
virgulas, exclamações, interrogações, das frases contidas neste livro. Temos
que aprender a ler e respeitar este livro escrito pelos idosos.
Márcia Inês
Feitosa Raymundo Liwschitz (Com muito orgulho)
Esse texto é de uma amiga. Amiga de longa data e de
profunda amizade. Ele retrata a situação da mãe dela, da minha mãe e de tantos
outros idosos que com o passar dos anos sofrem o processo de envelhecimento. Se
isso é obra do alemão (Alzheimer), não sabemos, mas sem dúvida é um desafio à
nossa impotência.
O texto é da Márcia, mas poderia ser seu ou de qualquer
outra pessoa com sensibilidade para perceber e respeitar as limitações impostas
pelo tempo, e reagir com paciência, paciência e amor, amor e mais amor.
Agradeço a doutissima.com.br pela imagem cedida
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Instituto Oncoguia/Espaço Cor de Rosa
Em 2010
quando eu recebi o diagnóstico de Mieloma Múltiplo, me vi cheia de dúvidas com
questões que todas as informações técnicas dadas pela equipe médica responsável
pelo meu atendimento, não respondiam.
Sem dúvida, a
equipe era extremamente cuidadosa, capacitada e atenciosa, mas o problema era
que as minhas questões eram tão simples que todo o conhecimento científico deles
era demais para o que eu precisava. Quer
ver?
As pessoas me
perguntavam se eu iria fazer cirurgia. Não, isso não estava programado. E era
sempre essa a minha resposta, pois pelo meu entendimento, se as minhas dores
eram na coluna e ninguém da equipe até aquele momento tinha programado uma
cirurgia de coluna para resolver o problema... Então, eu não iria ser operada.
Num belo dia,
pela insistência da pergunta eu tentei entender um pouco mais do que é que as
pessoas falavam, e, surpresa!!! Cirurgia prá todo mundo era o Transplante de
Medula. Total desinformação minha e das pessoas.
Tudo isso
gente, prá dizer prá vocês que hoje a Idnéia Monteiro, Priscila Veiga, Ludmila
Almeida, Angela Canario, Daiane Fonseca, Elila Waisberg, Virna Soledade e
outras, todas pacientes com câncer e que deram seus
depoimentos para o Oncoguia/Espaço Cor de Rosa, dariam não só a mim mas a qualquer
pessoa que precisar, uma verdadeira aula de tudo o que se passa com um paciente
a partir do diagnóstico de câncer.
Se você for
uma dessas pessoas ou um familiar, ou até mesmo um amigo de alguém que recebeu
o diagnóstico e quiser ajudar, indique o site do Oncoguia e você estará dando
um presente importantíssimo para afastar todos os medos, ganhar confiança e não
se sentir um ET por ser portador de um câncer. Ah, e além de tudo, você poderá
colaborar caso tenha lenços ou perucas que queira doar, pois o Espaço Cor de
Rosa faz isso com muito carinho.
Então vá lá,
visite o www.oncoguia.org.br
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
É um assalto!!!
Como vocês já
puderam ver pelas postagens e os comentários, as histórias do Tio Toninho não
acabam.... E por falar nele, olha só a última que ele me contou.
Num belo dia,
o seu Jarró estava trabalhando na frente da sua casa, numa das suas reciclagens,
ou será numa das invenções do nosso Profº Pardal? É, porque essa é uma das
outras facetas do nosso tio. Mas, enfim, ele estava lixando um baú de madeira,
quando viu passar na rua dois pedreiros que trabalhavam numa obra da vizinhança.
De repente,
os homens voltaram rapidamente, assustados, pedindo ajuda para ele, pois viram
na esquina um menor assaltando com uma arma em punho. E foi aquele corre corre,
os homens querendo se esconder para escapar do moleque, e entraram todos na
casa do Tio Toninho falando alto e tentando sair da ameaça do assalto.
Nesse
momento, a minha tia vendo aqueles homens estranhos entrarem junto com o meu
tio naquele alvoroço, gritou lá da cozinha:
“Toninho, o
que é isso?”
“É um assalto”,
respondeu ele. E a confusão estava formada. Até explicar que o assalto era na
rua, foi muito grito, muito ai, ai, ai para ela entender que a ameaça estava do
lado de fora.
Esse é o Seu
Toninho. Cheio de histórias prá contar até mesmo nas situações mais simples.
Obrigada, meu
querido, por fazer do nosso dia a dia esse riso solto que nos faz tão bem.
Agradeço ao Blog do Kuelho pela imagem cedida.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Palavrinha Mágica
Palavrinha mágica...
Não, não é brincadeira de criança não. Embora tudo isso pareça uma grande
brincadeira. Sim, estou falando da Saúde no nosso país. Falando de uma
realidade que mais parece ficção, ou uma grande farsa.
É assim, um
Faz de conta. As notícias são publicadas,
como se estivesse sendo oferecido pelo governo um tratamento para a população
em geral, mas quando você busca esse tratamento, ele some, como num passe de
mágica. Um verdadeiro Faz de conta.
Porém, se
alguém lança mão do seu Legítimo Direito de recorrer a um tratamento,
botando a boca no trombone, através da Imprensa, o remédio aparece, o
tratamento se inicia e outras “mágicas” acontecem.
Esse vídeo postado
pelo Instituto Oncoguia, no Face book, mostrando uma ação do CQC da TV
Bandeirantes, em parceria com o instituto, deixa escancarado esse famoso efeito
da palavrinha mágica. Os pacientes dão seu depoimento, fazem suas denúncias e
em seguida passam a receber o atendimento a que sempre tiveram direito e
buscaram em vão até aquele momento.
Será que alguém
consegue explicar por que é que as coisas só funcionam na pressão? Quando é que
nós, cidadãos, vamos merecer o respeito como seres humanos que somos, e sermos
atendidos nas nossas necessidades sem ter que apelar para os órgãos de
imprensa?
Parabéns
Oncoguia e CQC pela iniciativa, porque enquanto as coisas só andarem nos empurrões,
nós teremos que nos unir para sacudir esse bando de fracos que comandam o Faz
de conta.
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