quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Outubro Rosa




Senadora Ana Amélia
                                        LANÇAMENTO DO OUTUBRO ROSA NO SENADO
 
Senadora Ana Amelia e Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, durante o lançamento oficial do Outubro Rosa, agradece Instituto Oncoguia pela iniciativa do PL da Quimio Oral. E disse que fará todo esforço para que o PL seja aprovado ainda em Outubro.


A notícia veiculada ontem nas redes sociais informa o lançamento oficial do Outubro Rosa.
Você que acompanha esse blog já se acostumou a ver por aqui as informações sobre o trabalho da ABRALE e do Instituto Oncoguia. Hoje porém, eu te convido a ficar de olho vivo. Não, não estou propondo nenhum patrulhamento com o Oncoguia. O foco de hoje são os nossos “queridos” políticos.

Olho vivo. É essa a mais pura expressão do meu sentimento nesse momento, quando a classe política se propõe a concluir votação do Projeto de Lei da Quimioterapia Oral ainda este mês. Vamos ficar atentos. Esse é um assunto importante demais prá todos nós brasileiros preocupados com a situação da saúde no Brasil. Portanto, “OLHO VIVO”.
(Torço prá estar enganada) 



Instituto Oncoguia



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vencendo o alemão com amor

Minha mãe, ah! Minha mãe... 92 anos e 5 meses.

Já presentes os sinais da idade avançada, a memória bastante comprometida. Os filhos dos filhos de sobrinhos ela já tem dificuldade de lembrar, às vezes lembra, às vezes diz “Fulano, quem é mesmo?” ou então “Fulano é filho de quem?”.

A noção de tempo começa a ficar confusa, às vezes pede para que eu a leve na “Vila” porque ela quer visitar as amigas dela, de quando ela devia ter por volta de 30 anos. Explico para ela que as amigas não devem morar mais lá, que pela idade delas talvez já tenham até falecido, ela então fala ”Mas se elas já morreram, a mãe delas, o pai delas ainda deve morar lá”. A lógica inexiste.

Algumas características ela não perdeu: a teimosia, a dominação, mas também a meiguice, o carinho, o ser prestativa e principalmente a vaidade, é demais vaidosa. Pedir para que coloque a fralda é gastar saliva a toa “Imagina, há quanto tempo eu não uso isto. Porque tenho que usar de novo?” “Pra que usar fraldas, eu não sou criança”. Só que se ela não usar a fralda para dormir é sinal de problema na manhã seguinte. Mas para ela está tudo bem, quando lhe mostramos que a fralda está molhada e por este motivo ela tem que usar todas as noites, ela fala: ”Meu Deus, como isto foi acontecer, nunca aconteceu antes, que horror”.

Como ela é muito vaidosa e às vezes tenta esconder os imprevistos que acontecem, achei que se eu falasse Modess em lugar de fralda talvez ela aceitasse melhor. Dito e feito, todas as noites falo para ela (e se ela está na casa dela, telefono e falo): “Mãe, coloca o Modess quando for dormir, porque quando a gente vai ficando mais velha às vezes não percebe que quer ir ao banheiro fazer xixi...” ou então “Mãe, a Sra. Já colocou o Modess, eu vou colocar o meu”. Falando assim ela coloca a fralda sem o menor problema.

Todas as noites aqui em casa ela pede para que eu telefone para meu irmão porque ele está sozinho, porque não gosta de dormir sozinho, porque fica com pena de deixá-lo sozinho e que é para eu falar para ele vir dormir na minha casa. Ela acaba de falar eu respondo, explico, digo que ele está com a mulher dele, mas como ela esquece em seguida, pergunta de novo, de novo, de novo... A mesma coisa acontece quando ela está na casa dela com meu irmão “Cadê sua irmã?” “Telefona para sua irmã” “Sua irmã está sozinha, fala para ela vir morar aqui comigo”. Da mesma forma esquece quando meu irmão responde e pergunta tudo de novo, e de novo...

Mas ela ainda quer fazer as coisas, me ensinar como cozinhar, cuidar das plantas, fazer crochê – mesmo que os pontos quase nunca se encontrem, quando o biquinho do pano de prato fica com vários pontos diferentes, fica lindo, maravilhoso o crochê que ela faz.

Meu irmão e eu dividimos os cuidados para com ela, que fica alguns dias aqui em casa e alguns dias com meu irmão na casa dela. Hoje me emocionei com ela quando a levei de volta para a casa dela. Ao me despedir dela para voltar para a minha casa, nos beijamos e ela disse: “Filha, desculpe alguma coisa e obrigada por tudo”.

Meu Deus... desculpar o que, por que, do que? Obrigada por quê? Eu só tenho que agradecer por tudo que ela e meu pai fizeram por nós: pelas noites não dormidas; pelos cuidados quando estivemos doentes; pelas horas extras de trabalho e pelos bolos, docinhos e salgadinhos feitos para poderem nos propiciar estudos em Escolas melhores (Hoje um Engenheiro e uma Psicóloga); pelo tempo dedicado a encaparmos, nós quatro juntos, o material escolar no início do ano; pelo tempo que dedicavam a nos transmitir bons modos, boa conduta moral. No tempo em que ir do bairro da Moóca para o bairro de Pinheiros era uma viagem, tinha que pegar 2 conduções, atravessar Rua Direita, Viaduto do Chá, e eles ainda tinham que, além de carregar as bolsas, nos carregar no colo, pois o sono vinha e acabávamos pegando no sono dentro do ônibus. Mas este era o nosso passeio dos finais de semana, viajarmos do bairro da Moóca para o bairro de Pinheiros para passar o final de semana. Como a gente era feliz e com tão pouca coisa.

Acho que eu é que tenho que pedir desculpas e dizer obrigada.

Temos muito que aprender com os idosos. No meio do esquecimento, da falta de memória, existe uma história de vida, uma história de amor. Temos que aprender a ler este livro da vida, a respeitar todos os pontos, virgulas, exclamações, interrogações, das frases contidas neste livro. Temos que aprender a ler e respeitar este livro escrito pelos idosos.

 Márcia Inês Feitosa Raymundo Liwschitz                                                                                                                  (Com muito orgulho)


Esse texto é de uma amiga. Amiga de longa data e de profunda amizade. Ele retrata a situação da mãe dela, da minha mãe e de tantos outros idosos que com o passar dos anos sofrem o processo de envelhecimento. Se isso é obra do alemão (Alzheimer), não sabemos, mas sem dúvida é um desafio à nossa impotência.


O texto é da Márcia, mas poderia ser seu ou de qualquer outra pessoa com sensibilidade para perceber e respeitar as limitações impostas pelo tempo, e reagir com paciência, paciência e amor, amor e mais amor.



Lutando com o alemão


Agradeço a doutissima.com.br pela imagem cedida 



                                                                                                                

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Instituto Oncoguia/Espaço Cor de Rosa

Espaço Cor de Rosa
                                                                                
Em 2010 quando eu recebi o diagnóstico de Mieloma Múltiplo, me vi cheia de dúvidas com questões que todas as informações técnicas dadas pela equipe médica responsável pelo meu atendimento, não respondiam.

Sem dúvida, a equipe era extremamente cuidadosa, capacitada e atenciosa, mas o problema era que as minhas questões eram tão simples que todo o conhecimento científico deles era demais para o que eu precisava.  Quer ver?

As pessoas me perguntavam se eu iria fazer cirurgia. Não, isso não estava programado. E era sempre essa a minha resposta, pois pelo meu entendimento, se as minhas dores eram na coluna e ninguém da equipe até aquele momento tinha programado uma cirurgia de coluna para resolver o problema... Então, eu não iria ser operada.

Num belo dia, pela insistência da pergunta eu tentei entender um pouco mais do que é que as pessoas falavam, e, surpresa!!! Cirurgia prá todo mundo era o Transplante de Medula. Total desinformação minha e das pessoas.

Tudo isso gente, prá dizer prá vocês que hoje a Idnéia Monteiro, Priscila Veiga, Ludmila Almeida, Angela Canario, Daiane Fonseca, Elila Waisberg, Virna Soledade e outras, todas pacientes com câncer e que deram seus depoimentos para o Oncoguia/Espaço Cor de Rosa, dariam não só a mim mas a qualquer pessoa que precisar, uma verdadeira aula de tudo o que se passa com um paciente a partir do diagnóstico de câncer.

Se você for uma dessas pessoas ou um familiar, ou até mesmo um amigo de alguém que recebeu o diagnóstico e quiser ajudar, indique o site do Oncoguia e você estará dando um presente importantíssimo para afastar todos os medos, ganhar confiança e não se sentir um ET por ser portador de um câncer. Ah, e além de tudo, você poderá colaborar caso tenha lenços ou perucas que queira doar, pois o Espaço Cor de Rosa faz isso com muito carinho.

Então vá lá, visite o www.oncoguia.org.br   


   


               





quarta-feira, 14 de agosto de 2013

É um assalto!!!


Sorria vc está sendo assaltado












Como vocês já puderam ver pelas postagens e os comentários, as histórias do Tio Toninho não acabam.... E por falar nele, olha só a última que ele me contou.

Num belo dia, o seu Jarró estava trabalhando na frente da sua casa, numa das suas reciclagens, ou será numa das invenções do nosso Profº Pardal? É, porque essa é uma das outras facetas do nosso tio. Mas, enfim, ele estava lixando um baú de madeira, quando viu passar na rua dois pedreiros que trabalhavam numa obra da vizinhança.

De repente, os homens voltaram rapidamente, assustados, pedindo ajuda para ele, pois viram na esquina um menor assaltando com uma arma em punho. E foi aquele corre corre, os homens querendo se esconder para escapar do moleque, e entraram todos na casa do Tio Toninho falando alto e tentando sair da ameaça do assalto.

Nesse momento, a minha tia vendo aqueles homens estranhos entrarem junto com o meu tio naquele alvoroço, gritou lá da cozinha:
“Toninho, o que é isso?”

“É um assalto”, respondeu ele. E a confusão estava formada. Até explicar que o assalto era na rua, foi muito grito, muito ai, ai, ai para ela entender que a ameaça estava do lado de fora.

Esse é o Seu Toninho. Cheio de histórias prá contar até mesmo nas situações mais simples.

Obrigada, meu querido, por fazer do nosso dia a dia esse riso solto que nos faz tão bem.





 Agradeço ao Blog do Kuelho pela imagem cedida.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Palavrinha Mágica




Palavrinha mágica... Não, não é brincadeira de criança não. Embora tudo isso pareça uma grande brincadeira. Sim, estou falando da Saúde no nosso país. Falando de uma realidade que mais parece ficção, ou uma grande farsa.

É assim, um Faz de conta.  As notícias são publicadas, como se estivesse sendo oferecido pelo governo um tratamento para a população em geral, mas quando você busca esse tratamento, ele some, como num passe de mágica. Um verdadeiro Faz de conta.

Porém, se alguém lança mão do seu Legítimo Direito de recorrer a um tratamento, botando a boca no trombone, através da Imprensa, o remédio aparece, o tratamento se inicia e outras “mágicas” acontecem.

Esse vídeo postado pelo Instituto Oncoguia, no Face book, mostrando uma ação do CQC da TV Bandeirantes, em parceria com o instituto, deixa escancarado esse famoso efeito da palavrinha mágica. Os pacientes dão seu depoimento, fazem suas denúncias e em seguida passam a receber o atendimento a que sempre tiveram direito e buscaram em vão até aquele momento.

Será que alguém consegue explicar por que é que as coisas só funcionam na pressão? Quando é que nós, cidadãos, vamos merecer o respeito como seres humanos que somos, e sermos atendidos nas nossas necessidades sem ter que apelar para os órgãos de imprensa?


Parabéns Oncoguia e CQC pela iniciativa, porque enquanto as coisas só andarem nos empurrões, nós teremos que nos unir para sacudir esse bando de fracos que comandam o Faz de conta.